ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DAS MALFORMACÕES ARTERIOVENOSAS CEREBRAIS EM HOSPITAL DE REFERÊNCIA, TERESINA-PI.

Bruna Afonso dos Santos, Ingrid Leal Araújo, Isys Fialho Nascimento, Déborah Castro Ferreira de Oliveira, Elis Raquel da Silva Araújo, Benjamim Pessoa Vale

Resumo


Objetivo: Avaliar o perfil clínico-epidemiológico de pacientes com Malformações arteriovenosas (MAVs) cerebrais. Método: Análise retrospectiva e observacional de 54 prontuários de pacientes com MAVs cerebrais admitidos em Hospital de referência no período de 2002 a 2016. Variáveis: gênero, idade, sintomatologia e conduta terapêutica. Resultados: Foram analisados 54 prontuários. 51,85% eram do sexo masculino (n=28). A média de idade foi 29,55 anos. Os principais sintomas foram cefaleia crônica e crises epilépticas. De acordo com a Classificação de Spetzler-Martin: grau I 20,4% (n= 11); II 33,3% (n=18); III 29,6% (n=16); IV 14,8% (n= 8) e Grau V 1,9% (n=1). 35,2% (n=19) realizaram apenas microcirurgia, 18,5% (n=10) embolização, 3,7% (n=2) radiocirurgia, 26% (n=14) embolização/microcirurgia e 14,8% (n=8) radiocirurgia/embolização. Conclusão: As MAVs apresentaram discreta prevalência para o gênero masculino. O principal sintoma foi cefaleia crônica. A ressecção microcirúrgica foi a principal escolha como terapia isolada.


Palavras-chave


Malformações Arteriovenosas Cerebrais; Tratamento Multimodal; Embolização; Microcirurgia; Radiocirurgia.

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