O QUE A AIDS TEM NOS TIRADO? ANOS POTENCIAIS DE VIDA PERDIDOS NO BRASIL DE 2014 A 2018

Thales Lemos Pimentel, Wesley Abijaude, Eduardo Frias Corrêa Oliveira, Karen Helen Martins Canazart, João Vitor Andrade

Resumo


Objetivo: caracterizar o impacto dos óbitos em decorrência da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), no Brasil nos últimos cinco anos. Método: para estimativa do impacto socioeconômico, utilizou-se a variável Anos Potenciais de Vida Perdidos (APVP), estabelecendo-se como limite para o cálculo a idade de 75 anos. Foram selecionados os dados referentes aos óbitos por AIDS no Brasil no período de 2014 a 2018. Resultados: o número de óbitos notificados de indivíduos até 75 anos, em decorrência da AIDS foi de 59.676, totalizando 1.917.946 APVP. O quantitativo de óbitos e o total de APVP concentram-se entre pacientes de 30 a 49 anos, o que gera um problema econômico para o país, visto que nessa faixa etária os indivíduos estão no ápice da idade economicamente ativa. Conclusão: é imprescindível realizar novas pesquisas nessa área, para que seja possível planejar e fortalecer medidas com potencial para minimização da mortalidade por AIDS.


Palavras-chave


Síndrome de Imunodeficiência Adquirida; Anos Potenciais de Vida Perdidos; Mortalidade Prematura; Saúde Pública.

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